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CONSUMIDORES DA TERCEIRA IDADE: DESAFIOS E OPORTUNIDADES

Publicado em 22 de dezembro de 2014

Hoje quando uma pessoa com 60 anos de idade ou mais vai ao supermercado, pode ter dificuldade para encontrar o produto que precisa. Isso ocorre devido à falta de conhecimento da indústria e do varejo em lidar com esse tipo de público e mostra que ainda há muito a ser feito para satisfazer as necessidades dos consumidores mais velhos, que buscam conforto e bem-estar na hora da compra.

Comumente, a terceira idade possui necessidades nutricionais especiais, que implicam em uma alimentação restrita e limitações físicas que acabam dificultando suas compras. Mesmo correspondendo a mais de 13% da população brasileira, segundo o IBGE, os idosos sentem dificuldade em encontrar alimentos que satisfaçam suas necessidades e embalagens que contenham porções menores de alimentos e que tragam informações nutricionais legíveis.

Conforme a população idosa aumenta, seu poder aquisitivo também cresce, devido a diminuição de gastos com o grupo familiar. Muitos têm mais tempo para fazer compras e gastar mais que os consumidores mais jovens, que tem menos disponibilidade de tempo. Foi-se o tempo em que os idosos eram considerados alheios às decisões e as suas próprias escolhas. Cada dia mais, eles têm reconquistado o seu espaço como consumidores e chamam a atenção da indústria e do comércio. Segundo o Estudo Global A diferença de idade, 45% dos entrevistados idosos declara que uma alimentação saudável é a maior prioridade após a aposentadoria, isso mostra que a adequação da indústria e do varejo não é só uma necessidade, como também uma oportunidade de crescimento.

Baseados na ideia de que o Brasil é uma nação que está envelhecendo, temos que refletir sobre como atender essa demanda. Começar a avaliar como os varejistas e fabricantes de produtos enfrentam os desafios que surgem nessa etapa da vida é fundamental para compreender como oferecer maior conforto para a experiência de compra desse shopper que representa uma parcela significativa dos consumidores.

Fonte: http://www.nielsen.com
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Estudo Global sobre Alimentos para Lanches realizado pela Nielsen aponta que o mercado de Snacks está em ascensão. Esse tipo de alimento ganha mais espaço no cardápio das pessoas por sua praticidade – fator determinante para o consumidor, já que atualmente estes estão em busca de refeições cada vez mais rápidas e práticas.

Nesse contexto, mais de três quartos dos entrevistados (76%) consomem lanches com frequência, ou às vezes, para matar a fome entre as refeições ou satisfazer uma vontade. 45% consomem lanches como alternativa às refeições; 52% no café da manhã; 43% como almoço e 40% como jantar.

Mesmo com o crescimento do consumo de alimentos para lanches, a população apresenta maior preocupação com a saúde, o que sugere uma mudança de hábito. Nesse cenário, lanches sem açúcar são os que indicam forte crescimento. Alimentos que contenham apenas ingredientes naturais é um quesito considerado muito importante por 45% dos entrevistados ao redor do mundo e moderadamente importante por 32%. Outros fatores também são valorizados pelos entrevistados como a ausência de corantes artificiais (44%), organismos geneticamente modificados (43%) e sabores artificiais (42%). Alimentos sem cafeína também entram nessa lista, com 23%, e sem glúten, com 19%.

 

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Ainda sob essa visão, o estudo revela que 18% dos entrevistados declararam que as frutas frescas são o lanche preferido em uma lista com 47 opções diferentes. Na sequência, aparece o chocolate com 15%. Essas duas categorias de alimentos apresentaram mais que o dobro ou o triplo das respostas dos iogurtes (6%), pães/sanduíches (6%), queijo (5%), batatas fritas/chips de tortilhas/salgadinhos crocantes (5%), vegetais (5%) e sorvete de massa/gelato (4%).

Ainda que a pesquisa mostre essas preferências por determinados produtos, a escolha pelos alimentos para lanches costuma implicar em variedade e não apenas em um tipo. Segundo a pesquisa, em um período de 30 dias, ao menos metade dos entrevistados afirmou que consumiu chocolates (64%), frutas frescas (62%), vegetais (52%), bolachas/biscoitos (51%), pães/sanduíches (50%) e iogurtes (50%). Mais de quatro em cada dez entrevistados consumiram queijo (46%), batatas fritas/chips de tortilhas/salgadinhos crocantes (44%) e castanhas/sementes (41%). Um terço deles consumiu goma de mascar (33%) e tomou sorvete de massa/gelato (33%), enquanto um quarto comeu pipoca (29%), biscoitos salgados/pães torrados (28%) e cereais (27%). Os alimentos mais macios, como os bolinhos recheados (salgados 26%) e massas instantâneas (26%), também estiverem presentes no dia a dia dos entrevistados.

Fonte: http://www.nielsen.com
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VENDA DE HIGIENE E BELEZA SOBE DESDE O PLANO REAL

Publicado em 17 de outubro de 2014

A venda de itens de higiene e beleza tem crescido num patamar acima da média dos bens de consumo rápido, de acordo com pesquisa da Beauty Fair (Feira Internacional de Beleza Profissional, considerado o maior evento do setor nas Américas), realizada pela Nielsen. O estudo destaca que desde 1994, a cesta de Higiene e Beleza aumentou 185%, enquanto a média de crescimento dos itens de consumo rápido foi de 124% no tamanho da cesta.

O coordenador de atendimento ao varejo da Nielsen, Carlos Gouveia, considera que a venda de itens dessa categoria tende a ser preservada mesmo durante cenários de piora na economia.

Segundo o estudo, em 20 anos de Plano Real, a cesta de consumo de Higiene e Beleza nunca teve retração, crescendo quase três vezes durante este período. Tudo isso pode ser comprovado pelo grande número de produtos lançados só em 2014: 2.102 itens de higiene e beleza, enquanto a média de lançamentos de outros produtos (alimentos, bebidas, produtos de limpeza) é de 960 no mesmo período. Todos os meses os consumidores são ‘bombardeados’ com novos cosméticos e a ‘lista de desejos’ dos mais antenados vai crescendo. São dezenas de esmaltes, batons, xampus e perfumes que chegam às prateleiras dos supermercados e lojas e dominam o coração dos brasileiros.

“Os produtos do setor de beleza têm um apelo emocional que ajuda a preservar a autoestima dos brasileiros em cenários de tensão. Tanto que a compra por indulgência (“eu mereço”) aumenta em tempos de crise”, explica o coordenador.

O argumento de que o consumo de higiene e beleza se sustenta durante crises foi justificado por uma pesquisa que estudou o comportamento das famílias durante 2009, ano de deterioração na economia global. Naquele ano, apenas 17% das pessoas de um grupo entrevistado disseram que reduziriam gastos com abastecimento do lar e, dentre elas, 86% afirmaram que manteriam sua cesta de higiene e beleza.

Fonte: Nielsen

 

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Muitos já sabem, o consumidor não é puramente racional e, por isso, sua volatilidade é cada vez mais levada em conta pelas marcas de diversos setores. Até 95% de toda informação processada no cérebro pertencem ao implícito, ao não-verbal, ou seja, ao inconsciente. Nesse cenário, o desafio de desvendar os desejos dos consumidores ganhou complexidade. Algumas grandes empresas passaram, então, a recorrer ao Neuromarketing nessa empreitada, num processo consideravelmente mais caro do que as pesquisas tradicionais e proibitivo para negócios menores. Com o desenvolvimento da tecnologia, entretanto, as médias já podem – e devem – ampliar suas análises para o campo emocional de seu público-alvo.

Levar consumidores para um laboratório e plugar fios em sua cabeça para analisar as respostas cerebrais ou ainda colocá-los em uma máquina capaz de fazer um mapeamento funcional por ressonância magnética (do inglês functional magnetic ressonance imaging – fMRI) ainda é economicamente inviável para a maioria das companhias. Outras técnicas e equipamentos, no entanto, estão barateando-se rapidamente e, consequentemente, popularizando-se no mercado, especialmente o norte-americano.

A codificação facial, o Teste de Associação Implícita e o eye tracking são algumas das técnicas que já são aplicadas em consumidores até pela internet, com uso de webcams e, agora, com os óculos inteligentes. “A neurociência do consumo é ampla e está se tornando mais acessível e portátil. Os preços estão caindo muito rapidamente se comparado com o que era cobrado cinco ou até três anos atrás. As técnicas também estão se tornando escalonáveis à medida que podem ser aplicadas pelo computador”, afirma Franck Sarrazit, Diretor de Brand e Comunicação para a Região Américas da TNS, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Técnicas “por streaming”
A tendência, dizem os especialistas, é de que esses experimentos possam ser oferecidos, em breve, do mesmo modo em que se aluga filmes e músicas por streaming na web. “Os detentores da tecnologia estão se capacitando para oferecer as análises sob demanda. Você poderá entrar no site da pesquisadora, colocar os dados de seu cartão de crédito, selecionar os objetivos e esperar os resultados. Ao ser feito pelo computador, torna-se mais fácil dar escala aos testes”, analisa Sarrazit, que veio ao Brasil para evento de Inteligência de Mercado da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).

Nos Estados Unidos, algumas empresas já estão investindo em seus próprios equipamentos, uma vez que uma webcam ou um Google Glass podem ser suficientes para registrar as reações dos consumidores e seus sinais não-verbais lidos por especialistas na área. As emoções das pessoas ficam evidentes, muitas vezes, por suas expressões, que são interpretadas na técnica de codificação facial.

Já o Teste de Associação Implícita inclui uma série de perguntas ao consumidor que são feitas de modo a detectar o que ele pensa, mas nem sempre diz. O Instituto de Harvard disponibiliza na web uma série de testes de demonstração do uso da técnica que apontam se o usuário tem uma preferência automática por indivíduos de determinada faixa etária, cor, país, peso, orientação sexual, entre outros.

Movimento de convergência
 – Há ainda o eye tracking, mais usado no varejo, em que óculos inteligentes ou uma câmera acoplada ao rosto do consumidor registra os movimentos dos olhos dele e para quais produtos ele olha nas gôndolas. A técnica é a mais difundida no mercado e também pode servir para avaliar para onde a atenção dele é atraída em um shopping. “Esses métodos já são intensamente explorados nos Estados Unidos e há empresas que investem em seus próprios equipamentos. Existem aplicativos para Google Glass que leem as emoções das pessoas. Essa tecnologia está se desenvolvendo muito rapidamente”, acrescenta o Diretor da TNS.

Atualmente, há players no mercado que disponibilizam soluções mais completas. Se alguns anos atrás havia os fornecedores de análises biométricas e outros de pesquisas tradicionais, a tendência agora é pela convergência, num movimento percorrido, por exemplo, pela Ipsos. Este ano, a companhia fechou parceria com a londrina Realeyes para poder aproveitar melhor os sinais da linguagem do corpo e do rosto em suas análises. Com isso, o serviço de codificação facial já é oferecido em 15 países pela empresa, inclusive o Brasil.

As técnicas já são amplamente usadas para testes em anúncios publicitários, sejam impressos, em televisão ou na internet, e para o ambiente de compras. Vem crescendo, mais recentemente, a adoção também na área de Pesquisa & Desenvolvimento, na criação e melhora de produtos. A L’Oréal é uma das marcas que já recorreu ao Neuromarketing para saber como está a aceitação dos consumidores a seus produtos.

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Case L`Oréal
A empresa convidou algumas clientes para um teste de um creme para o rosto voltado para peles oleosas. Elas foram fotografadas com o item da marca e depois com o do concorrente, sem verem o resultado no espelho. Na sequência puderam olhar as imagens e os impulsos cerebrais em cada um dos casos foi registrado e analisado, para verificar qual das fotos chamava mais atenção. As respostas de atenção e de emoção foram mais intensas nas fotos com o creme da L’Oréal.

Para a marca, a técnica é interessante principalmente porque a questão da estética e da beleza não é racional. “O que é bonito para um é feio para outro. Também temos a questão de o brasileiro ter mais a tendência de ser bonzinho em pesquisa. Somos mais cordiais, menos diretos em críticas do que os europeus, por exemplo”, destaca Paula Costa, CMO da marca francesa no Brasil, que participou do evento realizado pela AmCham Rio sobre “Neurociência Aplicada à Publicidade: Aprendizados da Pesquisa Brain”.

Fonte: Mundo do Marketing

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